Multiverso

Multiverso

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Introdução

Um Multiverso é um conjunto hipotético de universos possíveis, infinitos ou finitos, que juntos podem abranger qualquer coisa desde uma coleção relativamente simples de contínuos espaço-temporais universais paralelos de 4 dimensões até a estrutura multiversal de 11 dimensões que nossa realidade é assumida em algumas teorias, ou às vezes até mesmo níveis mais elevados de realidade.
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Isso inclui a totalidade do espaço e do tempo dentro de um certo continuum, bem como as leis físicas e constantes que os descrevem.
Neste wiki, fazemos uma grande distinção entre personagens que podem simplesmente destruir ou criar coleções simples de universos e aqueles que podem destruir ou criar estruturas dimensionais mais complexas.

Os 4 tipos de multiverso

    • Multiverso Tipo I: O multiverso nível I é o tipo que a existência cósmica têm um estatura semelhante ao próprio universo observável. O Universo observável cresce à medida que a luz vinda de muito longe tem tempo de chegar até nós. Se a expansão cósmica cooperar, o multiverso de Tipo I trivialmente parte da ideia de que o universo é um objeto euclidiano e infinito, que é o que parece até agora, é provável que existam infinitos espaços do tamanho do nosso Universo, mas para fora da Esfera Hubble. O Multiverso de Tipo 1 pode conter apenas finitas maneiras de rearranjar as partículas do nosso Universo observável, todas as diferenças decorrem de variações no arranjo inicial da matéria. Isso significa que se você pudesse caminhar por tempo suficiente, você eventualmente encontraria uma cópia idêntica de você mesmo em nosso Universo. Isso porque com tempo e espaço suficientes, é provável que as partículas hajam de todas as maneiras possíveis, a mesma que existe agora mesmo no seu corpo. O Multiverso de Tipo 1 obedece todas as leis da física e cosmológicas, e em teoria pode ser acessado por nós. O espaço pode ser finito se tiver uma curvatura convexa ou uma interconexão. Um espaço esférico em forma de "donut" ou em forma de pretzel, que teria um volume limitado e sem arestas
    • Multiverso de Tipo II: para explicar o segundo tipo de Multiverso, devemos explicar o conceito no qual ele se baseia, que é a Inflação Cósmica, uma ideia que defende que existiu um momento de inflação imensa e quase instantânea, logo depois do Big Bang e que deu origem a todo o nosso Universo. A hipótese defende que o nosso Universo é diferente de uma bolha de sabão, que ocupa espaço do ambiente externo. Mesmo assim, o universo inteiro existe dentro de um espaço finito e pode criar massa e espaço a partir de quase nada. Ele aplica energia para expandir a energia, que é transformada em massa. Ela se torna levemente mais pesada devido a relatividade geral, que não afirma diretamente que a pressão negativa gera gravidade repulsiva, mas podem influenciar a curvatura do espaço-tempo, afetando a gravidade. A pressão negativa contribui para a curvatura do espaço-tempo de uma maneira que parece "repulsiva". Tegmark fala sobre “uma substância em estado de inflação cósmica, produz uma antigravidade que a explode, a sua energia e antigravidade que usa para expandir a substância, cria massa suficiente para que cresça de tamanho e continue igualmente densa. Dentro da esfera Tipo II, a massa é uma consideração fundamental. Cada universo pode ter uma quantidade diferente de massa, a medida em massas solares influenciam sua estrutura e evolução. A própria flutuação de temperatura é um fenômeno que ocorre em escalas microscópicas, medida em microkelvins. Essas flutuações podem surgem em variações nas leis físicas entre os diferentes universos, resultando em diferentes padrões de radiação de fundo cósmico em bilhões de anos-luz. Cada universo pode ter seu próprio raio de espaço, determinado pela sua expansão e geometria no Multiverso Tipo 2.
    • Multiverso Tipo III: Começamos com a interpretação de Copenhage, é a mais conhecida quando se fala em mecânica quântica, onde antes de ser observada, cada partícula se comporta também como onda e está em um estado de sobreposição quântica, ela está em vários locais ao mesmo tempo. Quando observamos essa partícula, ela colapsa e ‘ escolhe ’ um único local para se mostrar como partícula. Existe outra teoria alternativa chamada Interpretação dos Muitos Mundos, proposta por Hugh Everett III. Segundo ela, a onda nunca entra em colapso, todas as possibilidades de localização da partícula seriam igualmente verdadeiras, criando uma infinidade de bifurcações quânticas, cada uma dando origem a um universo paralelo, onde tudo que pode acontecer. No experimento chamado "gato de Schrödinger",temos um gato dentro de uma caixa totalmente fechada e incomunicável, e um único átomo decide se o gato vai morrer envenenado ou continuar vivo. Segundo Copenhague, o gato está em um estado de sobreposição quântica, ao mesmo tempo vivo e morto, e seu futuro só será decidido no momento em que a caixa for aberta, obrigando o átomo a decidir se decai ou não. Já para a interpretação de Everett, o universo se separa em dois, em um dos universos o gato está vivo, e no outro, ele está morto. E você também se divide em dois, cada uma das suas realidades fica para sempre conectada com um dos estados do átomo e só participa de um dos universos. Quando são separados, cada universo continua seu caminho e nunca mais interage com os outros. No Multiverso de Tipo 3 tudo o que pode acontecer de fato acontece como diferentes universos, a partícula quântica nunca entra em colapso. Ela ocupa todos os lugares, dando origem á infinitas realidades diferentes a cada segundo que existem em um Espaço de Hilbert. O Espaço de Hilbert pode existir em espaços n-dimensional, tanto infinitos quanto finitos, a dimensionalidade de um espaço vetorial é o resultado de um número mínimo de vetores que formam uma base para esse espaço. Eles podem gerar qualquer outro vetor do espaço por combinações lineares. Nosso espaço Tridimensional (3D) tem dimensionalidade 3, porque qualquer vetor pode ser obtido pela soma de três vetores unitários nas direções x,y e z, (Largura,altura e profundidade). O Resultado da dimensionalidade nesse sentido, são as partículas ocuparem todos os lugares, dando origem a infinitos ramos e segmentos de reta orientado por uma seta em uma extremidade, que indica o sentido da grandeza.
    • Multiverso Tipo IV: o Multiverso Tipo 4 apresenta o paradigma platônico de Realismo Modal Extendido, que levanta a questão de saber porque é que o universo é como é. O universo é inerentemente matemático, quais estruturas matemáticas foram incluídas para descrever o universo? A uma assimetria fundamental parece estar embutida no próprio coração da realidade. Como forma de sair deste enigma, sugere que a simetria matemática completa se mantém: o universo é uma estrutura matemática, todas as estruturas matemáticas também existem fisicamente. Aqui cada estrutura matemática corresponde a um universo paralelo. Os elementos deste multiverso não residem no mesmo espaço, mas existem fora do espaço e do tempo. A maioria deles é desprovida de observadores. Eles vem do platonismo radical, afirmando as estruturas matemáticas no reino das ideias de "Platão" ou a "paisagem mental" do matemático Rudy Rucker, existem num sentido físico. O Multiverso computacional ou “ Multiverso final ”, inclui todos os universos possíveis e todos os universos impossíveis. Universos possíveis são universos que obedecem às leis da física como as conhecemos. Eles podem ter parâmetros físicos diferentes, como valores diferentes para a constante cosmológica ou para a massa do bóson de Higgs. Eles também podem ter diferentes números de dimensões ou diferentes partículas. Existindo universos com partículas diferentes, como um universo onde não existem quarks ou um universo onde existem novos tipos de partículas que ainda não descobrimos. Já os universos impossíveis são universos que possuem estruturas matemáticas diferentes ou podem ter propriedades físicas impossíveis, como energia infinita ou massa infinita. Um universo onde a velocidade da luz é infinita ou um universo onde existe massa negativa, o multiverso Tipo IV postula que espaços alternativos com diferentes princípios gerais de física e matemática existem independentemente dos nossos. Max Tegmark pergunta "por que essas equações e não outras?", e resolve a questão com a suposição de que qualquer outro conjunto de equações também existe como uma estrutura matemática, isso pode ser análogo a um Metaverso no qual se precisa de ainda menos suposições iniciais do que um conjunto de leis da física. O Multiverso Matemático Inclui todos os universos possíveis e impossíveis. Ele inclui tudo o que pode ser imaginado e tudo o que não pode ser imaginado. O quarto tipo de Multiverso da Tegmark é aquele em que essencialmente tudo é diferente. Nos três primeiros tipos de Multiversos. as leis básicas da física são as mesmas, mas parâmetros podem ter valores diferentes, universos tenham números diferentes de dimensões, como no livro de Edwin Abbott Abbott. Este nível considera todos os universos serem igualmente Reais. E que qualquer Teoria de Tudo (abreviada de ToE), que é definível em termos puramente formais (independentemente da vaga terminologia humana) é também uma estrutura matemática. TOE envolvendo um conjunto de diferentes tipos de entidades (denotadas por palavras) e as relações entre elas (denotadas por palavras adicionais) não são senão o que os matemáticos chamam de modelo “ teórico-setorial ”, o Nível IV engloba todas as estruturas formais, das quais o modelo de von Neumann é apenas uma base fundamental. , encerrando à Hierarquia de Multiverso.

    Aplicações normais

    Multiverso Tipo 1: Usamos a lógica do espaço e do tempo serem inseparáveis, ou seja, o Tempo é uma grandeza escalar representada por um eixo imaginário que possui o passado e o futuro, ela age pelo espaço (3D), é um espaço desprendido do convencional que funciona diferente dos espaços de Oskar Klein e Theodor. Também sendo praticamente a ideia de diferentes universos existindo dentro do mesmo espaço (3-A).
    Multiverso Tipo 2: Inflamação Cósmica com geometria Hiperbólica. (3-A~2-A).
    Multiverso Tipo 3: É Composto por um Multiverso quântico e um espaço de Hilbert n-dimensional que depende do número mínimo de vetores que formam o espaço. (2-C~Alto 1-B)
    Multiverso Tipo 4: É Composto por uma "coleção" de todas as possíveis e impossíveis estruturas matemáticas, igualmente reais como diferentes universos alternativos, oque inclui estruturas como o Universo de Von Neuman, no qual detém de todos os possíveis espaços dimensionais. (Alto 1-B+).

    Notas

    Nota#1: O Multiverso Nível II Teria uma exceção na Física Clássica. O tempo como uma dimensão inseparável do espaço, seria uma grandeza escalar representada por um eixo imaginário que possui passado e futuro, ela age pelo espaço R^3, ele não pode afetar dois subconjuntos de vetores, já que quando se trata de um espaço desprendido do convencional funciona diferente dos espaços de Oskar Klein e Theodor onde apenas são espaços dimensionais extras em um R^3. Na Relatividade, o tempo não seria uma grandeza escalar, seria integrante de uma estrutura como o espaço de Kaluza, já que ambos aplicam as dimensões extras como três espaciais e uma temporal (4D). Einstein trata como uma dimensão que é separada do espaço, formando o que é chamado de “espaço-tempo de quatro dimensões. ” Aqui tempo é considerado uma coordenada adicional à x,y e z, formando uma estrutura unificada na qual eventos físicos ocorrem.
    Nota#2: Na seção referente às aplicações padrão, estamos discutindo a qual nível seria comumente atribuído os diferentes tipos de multiversos. No entanto, a aplicação desses tipos de multiversos varia de acordo com a obra literária, portanto, o nível pode mudar dependendo da obra em questão. O que se deve fazer é analisar como o multiverso foi aplicado na obra e determinar o nível apropriado dentro do contexto da obra.